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Secretaria Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural
Direção Regional dos Recursos Florestais
 



Parque Florestal dos Viveiros das Furnas, São Miguel, Açores.
Reserva florestal Luis Paulo Camacho, ilha das Flores.
Reserva florestal da Macela, ilha de São Jorge.
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Notícias
Reaberta a caça ao coelho-bravo na zona da Povoação e do Nordeste
Data: 06/11/2020 00:00
Local: São Miguel


Reaberta a caça ao coelho-bravo na zona da Povoação e do Nordeste

Volvidos dois meses sobre a deteção do último coelho confirmado como positivo para a Doença Hemorrágica Viral (DHV), que levou à interdição da caça ao coelho-bravo, e da libertação de cães de caça no lado nascente da ilha de São Miguel, onde, em agosto deste ano, foi confirmado um surto de DHV, que se considera agora extinto, o exercício da caça ao coelho-bravo, bem como a libertação de cães de caça volta a ser permitido nessa zona da ilha. A interdição da caça na zona afetada, foi uma forma de minimizar a disseminação da doença para outras zonas da ilha, que terá surtido efeito.

Esta alteração ao calendário venatório permitiu igualmente proceder ao ajustamento da pressão de caça prevista para o coelho-bravo que, de acordo com os resultados da monitorização realizada mensalmente pelos Serviços Florestais, não está a ser suficiente para corrigir os níveis de abundância de coelho-bravo que se encontram ainda elevados, e que não sendo controlados através de uma pressão de caça devidamente ajustada, poderão vir a causar prejuízos nas culturas agrícolas ou até na própria flora endémica.

Neste sentido, ouvido o Conselho Cinegético da Ilha de São Miguel, o calendário venatório foi alterado de modo a impor uma maior pressão da caça sobre o coelho-bravo, que se verificará até ao final do mês de janeiro, considerando que o regime jurídico de gestão dos recursos cinegéticos e do exercício da caça na Região prevê que, tendo por base estudos desenvolvidos no âmbito da ecologia e biologia das diferentes espécies cinegéticas nos Açores, o período venatório para o coelho-bravo possa ser estabelecido do mês de agosto ao mês de janeiro, sem que sejam afetados os seus estádios de reprodução e de dependência.

Os calendários venatórios são instrumentos dinâmicos que permitem que os níveis de pressão da caça, sobre as diferentes espécies cinegéticas, possam ser ajustados, sempre que assim se justifique, em prol de um equilíbrio que permita a exploração da caça de forma sustentada e equilibrada, considerados todos os aspetos que envolvem o exercício da atividade cinegética e a preservação do meio em que as espécies cinegéticas ocorrem.


Descarregar Portaria n.º 154/2020 de 6 de novembro de 2020​