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Secretaria Regional da Agricultura e Florestas
Direção Regional dos Recursos Florestais
 



​Monitorização do impacto da DHV no coelho-bravo, nos Açores

 

A Direção Regional dos Recursos Florestais, com o apoio do CIBIO-UP, está a desenvolver um programa para avaliação e caracterização do comportamento epidemiológico da nova variante da DHV, de forma a contribuir para a definição de medidas de gestão que visem minimizar os seus impactos nos Açores.


O programa assenta essencialmente em dois pontos:

  • Avaliar e caracterizar o comportamento epidemiológico da nova variante da doença hemorrágica viral (DHV), nas populações de coelho-bravo nos Açores, a partir da aplicação de um protocolo para deteção e recolha de cadáveres, assim como a recolha de amostras nesses cadáveres e em animais abatidos na caça. Desta forma pretende-se detetar variações na mortalidade de coelho-bravo, bem como relacionar essas variações com a ocorrência de surtos de DHV e avaliar a resposta do coelho-bravo à DHV.
  • Avaliar as flutuações na abundância das populações de coelho-bravo, a partir de um sistema de monitorização apoiado na realização periódica de censos, pelos Serviços Florestais, em cada ilha, que permitirá quantificar as variações populacionais e, em conjunto com os dados obtidos através da prospeção de cadáveres, identificar a sazonalidade dos surtos de DHV e quantificar as perdas relacionadas com a emergência da doença nas populações.

Neste sentido, na passada semana (de 7 a 15 de novembro), deslocou-se uma equipa do CIBIO-UP às ilhas Terceira, Graciosa e São Miguel, com o objetivo de recolher amostras de sangue, fígado, pulmão e intestino, em 30 coelhos (em cada ilha), abatidos por caçadores no exercício da caça.

Os objetivos não foram totalmente alcançados, atendendo a que na ilha Graciosa apenas foi possível contar com a colaboração de três caçadores locais, que possibilitaram a recolha de amostras num total de apenas 14 coelhos-bravos. No entanto, nas ilhas da Terceira e de São Miguel, o balanço foi positivo, verificando-se uma franca colaboração dos caçadores, que permitiu a realização de recolhas num total de 25 coelhos-bravos na ilha Terceira e 26 coelhos-bravos na ilha de São Miguel.

A continuação da colaboração de todas as partes, direta ou indiretamente interessadas, na avaliação do impacto da Doença Hemorrágica nas populações de coelho-bravo nos Açores é fundamental.

A todos os caçadores que colaboraram ou venham a colaborar, um muito obrigado.